REABILITAÇÃO CEREBRAL

Muitos fatores ambientais e algumas enfermidades podem provocar efeitos mentais, emocionais e comportamentais que dificultam ou impedem a atividade das funções cerebrais: foco, atenção, memória, controle emocional, resolução de problemas, comunicação assertiva, noção de tempo e espaço, entre outras.

O declínio das funções cerebrais, declínio cognitivo, agrava-se sempre quando existem problemas emocionais e quando a pessoa é exposta a ambientes estressantes ou com presença de obstáculos difíceis de serem transpostos. 

Qualquer pane no sistema cerebral interfere na maneira de ser e agir da pessoa, independente da sua idade. Os efeitos são percebidos pelo aparecimento de impedimentos na realização de atividades diárias e prejuízo no convívio social.

A necessidade de reabilitação cerebral abrange todas as faixas etárias. A escolha dos recursos a serem utilizados na reabilitação, seu grau de desafio e as metas e objetivos variam de acordo com a idade e grau de comprometimento.

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O que é Reabilitação Cerebral

Mudanças observáveis na forma de expressar as ideias, na maneira de pensar, sentir e agir (cognição) podem causar problemas com orientação, atenção e concentração, percepção, compreensão, socialização, aprendizado, organização dos pensamentos, resolução de problemas, memória entre outros.

A Reabilitação Cerebral (cognitiva) é um processo terapêutico de treinos e estímulos não invasivos para ensinar maneiras de reorganizar, suprir ou compensar declínio e perdas das funções cerebrais, potencializar atividade cerebral, reorganizar ideias e pensamentos, mudar hábitos não saudáveis.

Qual a importância da Reabilitação Cerebral?

Perdas cognitivas afetam o dia-a-dia.

A importância da Reabilitação Cerebral em casos de pessoas que apresentam declínio cognitivo é proporcionar reativação das habilidades perdidas, melhora nas existentes, remediação nas perdas severas. Para se obter melhor desempenho do cérebro, é preciso ativar as funções cerebrais preservadas para que elas compensem as comprometidas. Isso ocorre em função da plasticidade cerebral.

Plasticidade cerebral é a capacidade do cérebro de se adaptar de acordo com as circunstâncias. Os processos mentais, afetivos e intelectuais são modificáveis. Não importa a gravidade do quadro clínico, sempre há o que ser feito para o paciente em termos de reabilitação cognitiva 

Após uma avaliação cognitiva e a partir das queixas do paciente e de seus familiares, o profissional que realizará a Reabilitação define as ferramentas complementares e o melhor treino a ser desenvolvido.

A avaliação das funções cerebrais (cognitivas) é um referencial seguro para dar início à preparação de um programa que irá de encontro às necessidades específicas individuais. Ajuda a profissional da reabilitação identificar funções preservadas ou prejudicadas e possíveis de potencializar ou recuperar com uma terapia de reabilitação.

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Benefícios da Reabilitação Cerebral

Realizando as sessões de Reabilitação Cerebral regularmente e com dedicação, o paciente tende a se sentir mais independente e confiante em situações que desafiam seu desempenho cognitivo; melhora na autoestima e nos relacionamentos com seus pares.

A Reabilitação Cerebral é uma intervenção não farmacológica que tem como benefícios:

  • Minimiza perdas cognitivas.

  • Otimiza e potencializa funções cerebrais preservadas.

  • Melhora ou ameniza alterações de comportamento.

  • Retarda a progressão da doença e o declínio funcional.

  • Organiza ideias e pensamentos.

  • Esclarece de forma realística sobre situação atual e desejada.

  • Ressignifica pensamentos impeditivos para motivação ao tratamento.

  • Melhora a autoestima e qualidade de vida.

 

Quem deve recorrer a Reabilitação Cerebral?

Pessoas que apresentem:

  • Declínio Cognitivo Leve: perda discreta de memória, não demencial, cuja causa pode estar relacionada a quadro de ansiedade, estresse ou simplesmente noites mal dormidas.

  • Declínio cognitivo oscilante: perdas esporádicas de memória, discreta alteração de humor e fases iniciais de processos da doença de Alzheimer.

  • Declínio cognitivo grave: perdas persistentes de memória que acarretam prejuízo na vida funcional e social.

  • Declínio cognitivo severo: incapacidade de reter informações na memória, distorção de comportamento e humor, dependência para realizar tarefas de vida prática. Fala desconexa. Ausência da percepção de tempo ou espaço.

Como é feita?

A reabilitação cerebral transcorre na acolhida atenta e respeitosa com utilização de um conjunto ferramentas não invasivas, que oferecem treino gradual para desenvolver e aprimorar processos cerebrais (cognitivos) e emocionais prejudicados. Uma composição de ações terapêuticas que estimulam áreas cerebrais específicas, dentre elas, a motivação. Prepara para enfrentamento e resolução de problemas. A profissional de reabilitação oferece recursos cuidadosamente selecionados que façam sentido as necessidades de cada paciente e que seja compatível com sua queixa. Os recursos utilizados na reabilitação irão provocar o fenômeno natural de ativação cerebral (plasticidade cerebral).

Passo a passo do processo de Reabilitação

 Acolhida humanizada e motivacional

  • Conscientização acerca das dificuldades mediante exposição a desafios e psicoeducativo com visibilidade do problema

  • Conscientização da importância de se estimular a função em declínio para minimizar e estacionar o problema.

  • Treino e manutenção da capacidade cognitiva preservada (reserva cognitiva) 

  • Administração e uso de estratégias compensatórias, por meio do auxílio

  • Vigilância quanto à compreensão e atenção para com as tarefas;

  • flexibilização do tempo na execução das tarefas;

  • Elaboração de planejamento pedagógico e avaliação sistemática do processo de reabilitação 

  • Registro das ações, objetivos, metas e desempenho

  • Apresentação de feedback sobre o desempenho

  • Realização de psicoeducativo dirigido aos familiares e cuidadores

  • Feedback aos familiares e cuidadores do desempenho nas sessões terapêuticas, além de orientações referentes ao quadro da queixa e desempenho no processo de reabilitação, e resultados no desempenho.

 

A quantidade de sessões necessárias para gerar melhoria nas funções cognitivas varia de acordo com cada paciente e o tipo de alteração existente. A recomendação é manter de uma a duas sessões semanais.

O trabalho de reabilitação admite duas modalidades de aplicação: individual e em grupo.

Qual a garantia de sucesso?

O progresso no processo de reabilitação das funções cerebrais depende primeiramente de uma boa rede de apoio, da capacidade funcional antes do dano cerebral, capacidade de aprendizagem, motivação, aptidão para enfrentar desafios cognitivos e disposição para participar de um programa de reabilitação.

A boa aderência do paciente ao tratamento e a regularidade na realização dos treinos geram melhoria significativa nas funções estimuladas.

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